Liberdade, esta pobre caluniada
fev 20th, 2009 | Por: Eduardo Mineo | Categorias: Simone de BeauvoirUma delicada reflexão sobre aquelas garotas que falam em liberdade como se fossem detentas prestes a cantar Rap.
Uma delicada reflexão sobre aquelas garotas que falam em liberdade como se fossem detentas prestes a cantar Rap.
Tenho sérios problemas com os termos: “balada”, “festa”, “curtir”… Não sei por quê, mas tudo me parece uma desculpa para “pegação”. Esse tipo de coisa não me anima muito, não sei, falta um pouco de hombridade nisso tudo.
Porque, afinal de contas, Flaubert é francês, mas é gente boa!
O homem é burro, mas não é doido. Nunca repetiríamos nossos absurdos por mulheres e filhos. Faríamos tudo igual para podermos inventar o uísque e pronto.
Como eu posso dizer a ela que o topo do meu crânio é como o teto da capela Sistina?
Eu detesto os livros da Clarice, desde que li o primeiro. Sempre vi neles não uma escritora, mas apenas uma autora, talentosa, que não queria ir até onde poderia. Mas eu tinha algo em comum com ela, o dia do nascimento. Ela nasceu no dia 10 de dezembro, eu no dia 11. Por essa “proximidade”, sempre me interessei mais pela sua vida do que por suas obras. Pode imaginar quão problemático é desgostar de uma das “escritoras” mais importantes do Brasil? Ainda não é fácil.
Hoje em dia temos mais comunicação, sim, isto é inegável. E é bem legal, sempre estamos falando com alguém. Agora mesmo, estou escrevendo este texto, e estou a poucos cliques de distância de vários amigos, seja no MSN, GTalk, Orkut, etc. É fascinante e ao mesmo tempo perigoso. Pois ao mesmo tempo que abrindo uma janela eu possa conversar com alguém, ainda sinto meus dedos frios, o ar está forte, a luz branca e o estimulo luminoso do monitor, com certeza tornam meu olhar frio. Não seria possível olhar para uma pequena janela branca, com um punhado de texto e sentir o calor humano. Por mais emocionante que seja o texto, falta o toque, fora este que bate gélido nas teclas deste computador.
Ah, vai, admitam! Quando vocês perguntam: “Amor, o que tem de diferente em mim?” E você afinou um milímetro da sobrancelha, realmente espera que a gente note?