Carlos Bernardo Jr
É chato demais esse negócio de ter que se apresentar. Mas vamos lá…
Acho muito legal o GNT, várias dicas de unha para homens, sempre tem boas dicas de roupas apropriadas para ir na acadêmia, ou então dicas de cerveja light, aquelas que não dão barriga, dicas de como decorar o apartamento de um homem… Tá, vocês acreditaram?
O mais legal do GNT é o programa Saia Justa, isso sem sombra de dúvidas! Especialmente para os homens. Diga que homem não gosta de ver quarto mulheres reunidas falando sobre coisas as quais às vezes nem fazemos idéia do que seja? O ponto máximo do programa é quando as quatro (ainda são quatro?) começam a falar ao mesmo tempo e a Mônica Waldvogel tem que botar ordem. Eu acho muito engraçado: são elas falando, subindo cada vez mais o tom de voz, e eu comendo pipoca e rindo muito! Realmente o programa me diverte! Outro dia, acho que Novembro de 2008, vi a Márcia Tiburi no aeroporto de Porto Alegre; não reconheci de cara. Olhei e pensei: “Nossa, meu tipo, conheço ela de algum lugar”. Daí achei que tivesse visto em algum restaurante, algum lugar que frequento, não sabia ao certo. Eis que, indo para a esteira de bagagens, ouço uma mulher, toda emocionada, dando cutucos com o cotovelo no marido e falando: “Olha, bem!! A filósofa do Saia Justa!!”. E o marido respondeu com um empolgante “Aham…..”. Não sei que cara fiz quando a reconheci, mas certamente fiquei corado por ter achado a filósofa do Saia Justa meu tipo.
Quando penso no GNT, penso em um canal extremista, ou é muito feminista ou muito machista. Acho que entre meus colegas de Calças Largas, não literalmente, bom, entenderam. Entre eles, eu sou talvez o mais neutro, eles me dizem que sou o mais mulherzinha. Bom, não me importo. Mas acho que tudo que é muito extremo é chato, todos os “ismos” são chatos. Certa vez ouvi que tudo que é “ismo”, ou é mania, ou doença. Claro que eu entendo a reação de choque e cara de “por favor, minha jovem”, que um senhor de paletó xadrez faz quando ouve uma garota, daquelas cheia de piercings, sem sutiã por baixo da camiseta amassada, falando alguma bobagem sobre a “liberdade das mulheres”, dirigindo-se àquele que seria seu “namorado”, só porque este quis pagar a conta de R$ 10,00 do café que acabaram de tomar. Deve ser bem chocante, eu mesmo fico chocado, não me parece certo um homem sentar antes que uma mulher à mesa. Simplesmente inconcebível! E como disse, sou o mais neutro por aqui.
Acho que os programas do GNT tendem a querer transformar homens em mulheres e mulheres em homens. Mas eu sou meio burro, posso ter entendido tudo errado. Realmente não consigo enxergar algo muito positivo em quatro mulheres citando autores importantes e usando frases como “Ah! Eu comprei esse livro esses dias”. Não sei, mas essas coisas não me inspiram muita confiança.
Esse blog não tem o intuíto de criticar as mulheres, muito pelo contrário, amo as mulheres, não saberia viver sem elas. Nem sei se temos um propósito, eu ao menos não tenho. Mas sou um homem que pensa que, em vez de os professores do ensino fundamental obrigarem as crianças a lerem “Primo Basílio”, deveriam passar algum da Jane Austen, qualquer um. Acho que isso ia diminuir a estatística de divóricos no país. Como pode uma criança crescer saudável após ler “Primo Basílio” com 12 anos de idade?? Não pode! Austen, por outro lado, sabe o que diz! Deveria ser um modelo, para homens e mulheres. Como um homem deve tratar uma mulher, como uma mulher deve se comportar, etc. Até Virginia Wolf, não sei por que a consideram feminista, acho bem leve a leitura. As feministas geralmente morrem nos livros dela. Esqueçam a autora, peguemos os livros apenas. Acho eles bem alegres e positivos. O feminismo é muito nocivo (pronto, vão me crucificar por isso), o machismo não é tão nocivo, o machismo é tosco, chega a ser caricato e engraçado. Mas o feminismo, não. As feministas se levam muito à sério, daquelas que levantam o dedo pra falar, sabe? Ficam bravas se um homem passa na rua e grita: “Ow, gostosa!”. Poxa, não deixa de ser um elogio, ninguém tem o direito de ficar ofendida ao ser elogiada, ou fazer um discurso sobre o elogio.
Sobre as mulheres: certa vez disse para um amigo: “O dia que você entender uma mulher, você para de gostar”. Eu gosto do mistério, é fascinante a forma com a qual vemos homens inteligentes fazendo tolices por mulheres. Que poder elas exercem sobre nós! Qualquer homem, repito, qualquer homem, mudaria sua opinião sobre o comunismo após ouvir uma garota como, sei lá, no meu caso Keira Knightley, defendendo Cuba. Não tem como se manter capitalista diante de tanta beleza, simplesmente impossível. Eu mesmo, passei a ler o blog da Márcia Tiburi depois que a vi no aeroporto.
Enfim, sobre mim… Sou um cara qualquer, desses tipos comuns que vivem por aí. Dizem que sou baladeiro, mas tenho preguiça desses lugares animados. Dizem que sou super sociável, mas no fundo sou um tímido anti-social. Prefiro gatos à cachorros, mas sou heterosexual. Gosto de música que chamam de alternativa, mas que todo mundo anda ouvindo. Gosto de filmes de mulherzinha, esses feitos na frança. Mas também vou ao cinema para ver coisa boa, como Rambo IV, Trovão Tropical, qualquer um com o Will Ferrell ou o Jack Black, etc. Uma coisa que preciso deixar bem claro é qua a única coisa que devem levar a sério ao meu respeito é o fato de não me levarem a sério. Só isso.
Sem mais,
Carlos